sexta-feira, 16 de abril de 2010
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Visita ...
... ao Museu Teixeira Lopes no dia 25 de Março de 2010
Neste belo Museu antes de subir a escadaria, tivemos um convite à vivência dum fascinante espaço romântico característico do século XIX. Toda aquela harmonia, o recolhimento, a estética arquitectónica do edifício com os seus beirais em porcelana azul e branca, cativam o olhar do visitante, também reparamos uma escultura do seu irmão José Teixeira Lopes executada em sua honra.
Este espaço foi doada em 1933 à Câmara Municipal de Gaia, e actualmente nele estão expostas as obras de maior relevo onde se incluem exemplares da escultura monumental (A Verdade, Flora), escultura tumular (História, Caridade, Dor e Túmulo de Almeida Garrett), arquitectónica (Portas da Candelária), de vulto (A Viúva, Caim e Ofélia) e de carácter religioso (Rainha Santa Isabel e Santo Isidoro).
Apesar de as suas obras estarem ancoradas ao Naturalismo, evidenciam-se especificidades e particularismos, nomeadamente no tratamento psicológico dos personagens, que o elevam e o demarcam de todos os outros escultores da época. Foi, sobretudo por isso, o artista mais galardoado e condecorado do seu tempo, tanto em Portugal como no estrangeiro.
António Teixeira Lopes, natural de Vila Nova de Gaia, nasceu em 1866, casou novo mas no dia seguinte ao seu casamento devolveu a sua esposa aos pais porque ela já não se encontrava pura, e ele com esta desilusão pois era muito apaixonado por esta senhora nunca mais casou e nunca teve filhos, pelo que se tornou um homem muito triste e solitário, pelo menos é o que transparecem os quadros com o seu rosto pintado.
Morreu em 1942, em S. Mamede de Riba Tua, com 76 anos. Pelo que nos contou a senhora que nos fez a visita guiada, pois ela sabia a história toda sobre este grande homem e sua família de fio a pavio, que o seu pai, José Joaquim Teixeira Lopes, escultor e ceramista, foi uma das figuras mais marcantes da sua vida, pois com ele aprendeu e desenvolveu o gosto pela arte. Frequentou a Academia de Belas Artes do Porto, tendo sido discípulo de Marques de Oliveira e Soares dos Reis. Partiu para Paris capital artística da Europa, em 1885, onde frequentou a École des Beaux-Arts com os mestres Cavelier e Barrias.
Logo ao entrar na Casa Museu demos de caras com imensos quadros expostos nas paredes, todos eles pintados a óleo por grandes naturalistas daquele tempo já com um grande impulso na sociedade como Silva Porto, Marques de Oliveira, foram estes nomes que eu guardei na minha fraca memória, que quando iam a casa de António Teixeira Lopes ofereciam-lhe estas peças lindíssimas que ele com todo o orgulho guardava em sua casa já com a intenção de um dia quando morresse doar para que ficassem todas expostas neste Museu. Também nessa mesma entrada estavam dois jarrões lindos, que foram feitos numa de cerâmicas pelo seu pai e que tinham dois rostos esculpidos um da Nossa Senhora e outro de Cristo com a Coroa de espinhos na cabeça, entre outras peças na qual estava uma que a Professora Ângela tanto fala e adora um contador também este muito lindo.
Depois de termos passado a primeira sala entramos noutra mais espectacular ainda, que era um salão de baile, no qual foram feitas reuniões com grandes nomes da nossa História, seja nas Artes, Música, Realeza, Pintores e até mesmo cidadãos anónimos. Neste salão existe duas grandes Arcas uma das quais lhe foi oferecida pela Rainha D. Amélia. É um salão onde actualmente ainda se continuam a dar concertos, recitais de poesia, apresentação de livros, teatro, dança e conferências.
Também fizemos a visita ao quarto de Teixeira Lopes, a cama dele era pequena e estreita, é que naqueles tempos as pessoas tinham medo de dormir deitadas pois tinham medo de morrer sufocadas nesse mesmo quarto existem vários objectos de arte sacra na qual demonstram a religiosidade de Teixeira Lopes, também tinha alguns quadros de diversos autores, entre os quais Vieira Portuense.
Ainda no quarto existe um pequeno escritório ode ele escrevia algumas coisas ou desenhava, tinha muitos objectos expostos fotografias, tinha lá um quadro que foi pintado pelo Rei D. Carlos e dedicado a Teixeira Lopes, entre outros objectos no que simboliza o respeito e amizade que lhe tinham.
Passamos por uma sala que tinha ao centro uma mesa em talha, móveis e vitrinas com figuras de presépios, dos séculos XVI e XVIII, vimos também algumas pinturas de artistas nacionais do século XIX e XX de Abel Salazar e Marques de Oliveira.
Na sala das esculturas executadas, em gesso, bronze e mármore, podemos observar algumas como a de S. Isidoro, Rainha Santa Isabel, entre outras. Passamos pelo salão da Arte Naturalista de Teixeira Lopes, na qual estão esculturas como a Viúva, Caridade, Caim, Flora e a História. Teixeira Lopes também executou algumas obras de homens que ficaram imortalizados pelo tempo devido à sua escrita entre os quais se encontra Eça de Queirós, Camões e Camilo Castelo Branco, mas também nesse mesmo local encontra-se uma escultura tumular que nos transmite o sentimento expressivo do realismo humano no sentido artístico.
Também podemos ver alguns exemplos onde Teixeira Lopes retrata a temática infantil, pois ele sempre que via uma criança ou uma mãe com o filho ao colo pedia-lhes para fazer alguns desenhos, que mais tarde iriam ser esculturas. Algumas destas esculturas foram possível ver no museu, por exemplo: Isabel e Mário, Meninos a lutar. Adorei ver estas esculturas pois olhava-se para elas e pareciam reais o que demonstra toda a qualidade e sensibilidade de Teixeira Lopes ao retratar a inocência e beleza desta crianças.
A visita a esta Casa Museu permitiu-me conhecer não só o escultor, através da sua produção artística, mas também o homem, dado que aqui tivemos a oportunidade de entrar em contacto com os cenários da sua vivência doméstica e íntima. Assim, podemos observar um espólio rico em Artes Decorativas com colecções de mobiliário, têxteis, vidros, ourivesaria, cerâmica, entre outros. Do mobiliário destacamos peças de estilo Império, D. Maria e D. José. Na cerâmica o Museu possui exemplares de várias fábricas gaienses, como a fábrica da Devesas, Pereira Valente, assim como porcelanas inglesas e da Companhia das Índias.
Este Museu tem como excelência a galeria de pintura do Mestre Teixeira Lopes, que nos permitiu visitar e conhecer as sensibilidades estéticas e os gostos do artista, como também nos possibilitou percorrer nomes sonantes e determinantes para a compreensão da pintura portuguesa, vendo tudo isto adorei fazer esta visita em que fiquei a conhecer coisas que das quais não tinha conhecimento.
Neste belo Museu antes de subir a escadaria, tivemos um convite à vivência dum fascinante espaço romântico característico do século XIX. Toda aquela harmonia, o recolhimento, a estética arquitectónica do edifício com os seus beirais em porcelana azul e branca, cativam o olhar do visitante, também reparamos uma escultura do seu irmão José Teixeira Lopes executada em sua honra.
Este espaço foi doada em 1933 à Câmara Municipal de Gaia, e actualmente nele estão expostas as obras de maior relevo onde se incluem exemplares da escultura monumental (A Verdade, Flora), escultura tumular (História, Caridade, Dor e Túmulo de Almeida Garrett), arquitectónica (Portas da Candelária), de vulto (A Viúva, Caim e Ofélia) e de carácter religioso (Rainha Santa Isabel e Santo Isidoro).
Apesar de as suas obras estarem ancoradas ao Naturalismo, evidenciam-se especificidades e particularismos, nomeadamente no tratamento psicológico dos personagens, que o elevam e o demarcam de todos os outros escultores da época. Foi, sobretudo por isso, o artista mais galardoado e condecorado do seu tempo, tanto em Portugal como no estrangeiro.
António Teixeira Lopes, natural de Vila Nova de Gaia, nasceu em 1866, casou novo mas no dia seguinte ao seu casamento devolveu a sua esposa aos pais porque ela já não se encontrava pura, e ele com esta desilusão pois era muito apaixonado por esta senhora nunca mais casou e nunca teve filhos, pelo que se tornou um homem muito triste e solitário, pelo menos é o que transparecem os quadros com o seu rosto pintado.
Morreu em 1942, em S. Mamede de Riba Tua, com 76 anos. Pelo que nos contou a senhora que nos fez a visita guiada, pois ela sabia a história toda sobre este grande homem e sua família de fio a pavio, que o seu pai, José Joaquim Teixeira Lopes, escultor e ceramista, foi uma das figuras mais marcantes da sua vida, pois com ele aprendeu e desenvolveu o gosto pela arte. Frequentou a Academia de Belas Artes do Porto, tendo sido discípulo de Marques de Oliveira e Soares dos Reis. Partiu para Paris capital artística da Europa, em 1885, onde frequentou a École des Beaux-Arts com os mestres Cavelier e Barrias.
Logo ao entrar na Casa Museu demos de caras com imensos quadros expostos nas paredes, todos eles pintados a óleo por grandes naturalistas daquele tempo já com um grande impulso na sociedade como Silva Porto, Marques de Oliveira, foram estes nomes que eu guardei na minha fraca memória, que quando iam a casa de António Teixeira Lopes ofereciam-lhe estas peças lindíssimas que ele com todo o orgulho guardava em sua casa já com a intenção de um dia quando morresse doar para que ficassem todas expostas neste Museu. Também nessa mesma entrada estavam dois jarrões lindos, que foram feitos numa de cerâmicas pelo seu pai e que tinham dois rostos esculpidos um da Nossa Senhora e outro de Cristo com a Coroa de espinhos na cabeça, entre outras peças na qual estava uma que a Professora Ângela tanto fala e adora um contador também este muito lindo.
Depois de termos passado a primeira sala entramos noutra mais espectacular ainda, que era um salão de baile, no qual foram feitas reuniões com grandes nomes da nossa História, seja nas Artes, Música, Realeza, Pintores e até mesmo cidadãos anónimos. Neste salão existe duas grandes Arcas uma das quais lhe foi oferecida pela Rainha D. Amélia. É um salão onde actualmente ainda se continuam a dar concertos, recitais de poesia, apresentação de livros, teatro, dança e conferências.
Também fizemos a visita ao quarto de Teixeira Lopes, a cama dele era pequena e estreita, é que naqueles tempos as pessoas tinham medo de dormir deitadas pois tinham medo de morrer sufocadas nesse mesmo quarto existem vários objectos de arte sacra na qual demonstram a religiosidade de Teixeira Lopes, também tinha alguns quadros de diversos autores, entre os quais Vieira Portuense.
Ainda no quarto existe um pequeno escritório ode ele escrevia algumas coisas ou desenhava, tinha muitos objectos expostos fotografias, tinha lá um quadro que foi pintado pelo Rei D. Carlos e dedicado a Teixeira Lopes, entre outros objectos no que simboliza o respeito e amizade que lhe tinham.
Passamos por uma sala que tinha ao centro uma mesa em talha, móveis e vitrinas com figuras de presépios, dos séculos XVI e XVIII, vimos também algumas pinturas de artistas nacionais do século XIX e XX de Abel Salazar e Marques de Oliveira.
Na sala das esculturas executadas, em gesso, bronze e mármore, podemos observar algumas como a de S. Isidoro, Rainha Santa Isabel, entre outras. Passamos pelo salão da Arte Naturalista de Teixeira Lopes, na qual estão esculturas como a Viúva, Caridade, Caim, Flora e a História. Teixeira Lopes também executou algumas obras de homens que ficaram imortalizados pelo tempo devido à sua escrita entre os quais se encontra Eça de Queirós, Camões e Camilo Castelo Branco, mas também nesse mesmo local encontra-se uma escultura tumular que nos transmite o sentimento expressivo do realismo humano no sentido artístico.
Também podemos ver alguns exemplos onde Teixeira Lopes retrata a temática infantil, pois ele sempre que via uma criança ou uma mãe com o filho ao colo pedia-lhes para fazer alguns desenhos, que mais tarde iriam ser esculturas. Algumas destas esculturas foram possível ver no museu, por exemplo: Isabel e Mário, Meninos a lutar. Adorei ver estas esculturas pois olhava-se para elas e pareciam reais o que demonstra toda a qualidade e sensibilidade de Teixeira Lopes ao retratar a inocência e beleza desta crianças.
A visita a esta Casa Museu permitiu-me conhecer não só o escultor, através da sua produção artística, mas também o homem, dado que aqui tivemos a oportunidade de entrar em contacto com os cenários da sua vivência doméstica e íntima. Assim, podemos observar um espólio rico em Artes Decorativas com colecções de mobiliário, têxteis, vidros, ourivesaria, cerâmica, entre outros. Do mobiliário destacamos peças de estilo Império, D. Maria e D. José. Na cerâmica o Museu possui exemplares de várias fábricas gaienses, como a fábrica da Devesas, Pereira Valente, assim como porcelanas inglesas e da Companhia das Índias.
Este Museu tem como excelência a galeria de pintura do Mestre Teixeira Lopes, que nos permitiu visitar e conhecer as sensibilidades estéticas e os gostos do artista, como também nos possibilitou percorrer nomes sonantes e determinantes para a compreensão da pintura portuguesa, vendo tudo isto adorei fazer esta visita em que fiquei a conhecer coisas que das quais não tinha conhecimento.
