quarta-feira, 5 de maio de 2010

sexta-feira, 16 de abril de 2010

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Visita ...

... ao Museu Teixeira Lopes no dia 25 de Março de 2010

Neste belo Museu antes de subir a escadaria, tivemos um convite à vivência dum fascinante espaço romântico característico do século XIX. Toda aquela harmonia, o recolhimento, a estética arquitectónica do edifício com os seus beirais em porcelana azul e branca, cativam o olhar do visitante, também reparamos uma escultura do seu irmão José Teixeira Lopes executada em sua honra.

Este espaço foi doada em 1933 à Câmara Municipal de Gaia, e actualmente nele estão expostas as obras de maior relevo onde se incluem exemplares da escultura monumental (A Verdade, Flora), escultura tumular (História, Caridade, Dor e Túmulo de Almeida Garrett), arquitectónica (Portas da Candelária), de vulto (A Viúva, Caim e Ofélia) e de carácter religioso (Rainha Santa Isabel e Santo Isidoro).

Apesar de as suas obras estarem ancoradas ao Naturalismo, evidenciam-se especificidades e particularismos, nomeadamente no tratamento psicológico dos personagens, que o elevam e o demarcam de todos os outros escultores da época. Foi, sobretudo por isso, o artista mais galardoado e condecorado do seu tempo, tanto em Portugal como no estrangeiro.

António Teixeira Lopes, natural de Vila Nova de Gaia, nasceu em 1866, casou novo mas no dia seguinte ao seu casamento devolveu a sua esposa aos pais porque ela já não se encontrava pura, e ele com esta desilusão pois era muito apaixonado por esta senhora nunca mais casou e nunca teve filhos, pelo que se tornou um homem muito triste e solitário, pelo menos é o que transparecem os quadros com o seu rosto pintado.

Morreu em 1942, em S. Mamede de Riba Tua, com 76 anos. Pelo que nos contou a senhora que nos fez a visita guiada, pois ela sabia a história toda sobre este grande homem e sua família de fio a pavio, que o seu pai, José Joaquim Teixeira Lopes, escultor e ceramista, foi uma das figuras mais marcantes da sua vida, pois com ele aprendeu e desenvolveu o gosto pela arte. Frequentou a Academia de Belas Artes do Porto, tendo sido discípulo de Marques de Oliveira e Soares dos Reis. Partiu para Paris capital artística da Europa, em 1885, onde frequentou a École des Beaux-Arts com os mestres Cavelier e Barrias.

Logo ao entrar na Casa Museu demos de caras com imensos quadros expostos nas paredes, todos eles pintados a óleo por grandes naturalistas daquele tempo já com um grande impulso na sociedade como Silva Porto, Marques de Oliveira, foram estes nomes que eu guardei na minha fraca memória, que quando iam a casa de António Teixeira Lopes ofereciam-lhe estas peças lindíssimas que ele com todo o orgulho guardava em sua casa já com a intenção de um dia quando morresse doar para que ficassem todas expostas neste Museu. Também nessa mesma entrada estavam dois jarrões lindos, que foram feitos numa de cerâmicas pelo seu pai e que tinham dois rostos esculpidos um da Nossa Senhora e outro de Cristo com a Coroa de espinhos na cabeça, entre outras peças na qual estava uma que a Professora Ângela tanto fala e adora um contador também este muito lindo.

Depois de termos passado a primeira sala entramos noutra mais espectacular ainda, que era um salão de baile, no qual foram feitas reuniões com grandes nomes da nossa História, seja nas Artes, Música, Realeza, Pintores e até mesmo cidadãos anónimos. Neste salão existe duas grandes Arcas uma das quais lhe foi oferecida pela Rainha D. Amélia. É um salão onde actualmente ainda se continuam a dar concertos, recitais de poesia, apresentação de livros, teatro, dança e conferências.

Também fizemos a visita ao quarto de Teixeira Lopes, a cama dele era pequena e estreita, é que naqueles tempos as pessoas tinham medo de dormir deitadas pois tinham medo de morrer sufocadas nesse mesmo quarto existem vários objectos de arte sacra na qual demonstram a religiosidade de Teixeira Lopes, também tinha alguns quadros de diversos autores, entre os quais Vieira Portuense.
Ainda no quarto existe um pequeno escritório ode ele escrevia algumas coisas ou desenhava, tinha muitos objectos expostos fotografias, tinha lá um quadro que foi pintado pelo Rei D. Carlos e dedicado a Teixeira Lopes, entre outros objectos no que simboliza o respeito e amizade que lhe tinham.

Passamos por uma sala que tinha ao centro uma mesa em talha, móveis e vitrinas com figuras de presépios, dos séculos XVI e XVIII, vimos também algumas pinturas de artistas nacionais do século XIX e XX de Abel Salazar e Marques de Oliveira.
Na sala das esculturas executadas, em gesso, bronze e mármore, podemos observar algumas como a de S. Isidoro, Rainha Santa Isabel, entre outras. Passamos pelo salão da Arte Naturalista de Teixeira Lopes, na qual estão esculturas como a Viúva, Caridade, Caim, Flora e a História. Teixeira Lopes também executou algumas obras de homens que ficaram imortalizados pelo tempo devido à sua escrita entre os quais se encontra Eça de Queirós, Camões e Camilo Castelo Branco, mas também nesse mesmo local encontra-se uma escultura tumular que nos transmite o sentimento expressivo do realismo humano no sentido artístico.

Também podemos ver alguns exemplos onde Teixeira Lopes retrata a temática infantil, pois ele sempre que via uma criança ou uma mãe com o filho ao colo pedia-lhes para fazer alguns desenhos, que mais tarde iriam ser esculturas. Algumas destas esculturas foram possível ver no museu, por exemplo: Isabel e Mário, Meninos a lutar. Adorei ver estas esculturas pois olhava-se para elas e pareciam reais o que demonstra toda a qualidade e sensibilidade de Teixeira Lopes ao retratar a inocência e beleza desta crianças.
A visita a esta Casa Museu permitiu-me conhecer não só o escultor, através da sua produção artística, mas também o homem, dado que aqui tivemos a oportunidade de entrar em contacto com os cenários da sua vivência doméstica e íntima. Assim, podemos observar um espólio rico em Artes Decorativas com colecções de mobiliário, têxteis, vidros, ourivesaria, cerâmica, entre outros. Do mobiliário destacamos peças de estilo Império, D. Maria e D. José. Na cerâmica o Museu possui exemplares de várias fábricas gaienses, como a fábrica da Devesas, Pereira Valente, assim como porcelanas inglesas e da Companhia das Índias.

Este Museu tem como excelência a galeria de pintura do Mestre Teixeira Lopes, que nos permitiu visitar e conhecer as sensibilidades estéticas e os gostos do artista, como também nos possibilitou percorrer nomes sonantes e determinantes para a compreensão da pintura portuguesa, vendo tudo isto adorei fazer esta visita em que fiquei a conhecer coisas que das quais não tinha conhecimento.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Visita......



Ao Mosteiro de Pombeiro



O guia turístico ao mesmo tempo que nos acompanhava ia descrevendo os mais variados detalhes sobre a construção, quer sobre a história do Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro, que foi classificado como Monumento Nacional desde 1910, integrando-se no percurso turístico cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa.

Começou por nos explicar que esta primitiva construção românica data dos anos 1059 e 1102, da qual apenas restam os dois absidolos e o portal principal, de quatro arquivoltas. Durante a Dinastia Filipina o exterior recebeu duas novas torres. D. Gonçalo Mendes de Sousa "O bom" foi padroeiro deste mosteiro. Em 1770, com a chegada de Frei José de Santo António Vilaça, foi renovado o interior da Igreja e construídos vários altares em talha.Extintas as Ordens Religiosas em 1834, o Mosteiro foi pilhado e alienado, tendo uma parte significativa das suas pedras e silhares, tendo estes sido aproveitados para outras obras da região.Alem de ter adquirido mais conhecimentos é uma mais valia ficar a saber que o Mosteiro foi fundado por D. Gomes Echiegues e sua mulher Gontroda em 1102, foi um dos mais importantes mosteiros Beneditinos de entre Douro e Minho, no qual este é vizinho da minha freguesia.

Este Mosteiro, que ronda dos séculos XII-XIII é composto por três naves cobertas por arcos diafragma e madeira. A sua planta original da capela-mor, foi reconstruída no século XVIII, esta era semicircular como os absidolos ainda presentes, o portal principal é um notável exemplo de escultura românica, os capitéis que são de uma magnífica execução representam o que de melhor se esculpiu nesta região. Na entrada, tanto do lado direito como do lado esquerdo, existem dois sarcófagos com estátuas jacentes, com data do final do século XIII e início do século XIV, no qual estes faziam parte do núcleo funerário abrigado na galilé, sendo este panteão da nobreza de Entre o Douro e Minho. Vimos que num dos absidíolos do Mosteiro existem dois frescos de pintura mural, no qual um deles é alusivo a São Brás que é o Padroeiro desta Freguesia e o outro é alusivo a São Mauro e São Plácido. A imagem de Santa Maria de Pombeiro, no retábulo mor, é da época gótica, no qual do seu lado direito tinha, São Bento e a sua irmã gémea Santa Escolácia, que era uma santa que eu desconhecia e que também não sabia que era a irmã de São Bento. Este foi restaurado nos séculos XVII a XIX, ficando este com um magnífico conjunto de talha barroca, no qual Frei José de Santo António Ferreira Vilaça trabalhou contribuindo em grande parte para o enriquecimento deste património.

O Mosteiro de Pombeiro ou Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro, localiza-se na freguesia de Pombeiro de Ribavizela, que pertence ao concelho de Felgueiras, que fica situado na região do Vale do Sousa e tem como capital de Distrito a cidade do Porto, em Portugal.Este foi Declarado Monumento Nacional pelo DEC. 16-06-1910, DG 136 de 23 de Junho de 1910.
O Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro é um dos 21 monumentos que integram a Rota do Românico do Vale do Sousa que é promovido pelos departamentos de turismo camarários.

terça-feira, 2 de março de 2010

Pinhole

Este módulo surpreendeu-me muito, embora os conhecimentos que adquiri não fossem completos, uma vez não tive a oportunidade de usar a caixa para fotografar, pois nas aulas em que se fez a actividade de Pinhole tive que faltar.

No entanto espero que a Professora Ângela Almeida me dê a oportunidade de experimentar registar uma imagem com a caixa antes do módulo terminar.

Assim a minha experiência passou apenas pela construção da caixa. Começamos por pintar as caixas de sapatos em preto, depois de as caixas estarem bem secas, passamos a isolar as caixas com fita isoladora preta, para não entrar luz pelos cantos, em seguida fez-se uma pequena abertura na caixa na qual colocamos um pouco de prata e fizemos um pequeno furo pelo qual irá passar a luz que formará uma imagem no papel foto sensível que se coloca lá dentro.

Apesar de não fazer a experiência na totalidade gostei, pois eu adoro fazer trabalhos manuais.